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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Desculpe Foi Engano

Era uma vez um rapaz que tinha muitos problemas constantemente, em suas orações, ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento.
Um dia, Jesus bateu a sua porta, ele maravilhado, convidou-o a entrar, e Jesus sentou-se no sofá da sala.
Na mesinha de centro encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91. Numa das paredes estava pendurado um bordado com o Salmo 23 e na outra um quadro da santa ceia.
"Senhor Jesus", disse o jovem, "em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebê-lo em minha casa, conforme o Senhor deve saber, estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da Sua ajuda..."
"Filho", interrompeu Jesus, "antes de conversarmos sobre os seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é o lugar que você dorme?"
No mesmo instante o rapaz se lembrou que guardava, no quarto, umas revistas terríveis e se apressou em dar uma desculpa:
"Não, Jesus, lá não! Meu quarto não está arrumado!"
"Bem", disse Jesus, "e a cozinha, posso conhecer sua cozinha?"
O rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida que ele não gostaria que Jesus visse.
"Senhor, desculpe, mas prefiro que não", respondeu o rapaz, "a minha cozinha está vazia, não tenho nada de bom para oferecê-lo."
Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa.
Pam, pam, pam...! Era alguém que batia furiosamente na porta, o rapaz se levantou, assustado, e foi ver quem era.
Abriu a porta meio desconfiado, e viu que era o diabo.
"Sai da frente que eu quero entrar!", gritou o tentador.
"De jeito nenhum", respondeu o rapaz, e assim começou a briga. Com muita dificuldade o homem conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta.
Cansado, o rapaz voltou para sala e continuou:
"Então, Jesus", disse ele, "como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas..."
Mas, outra vez a conversa é interrompida por um barulho forte que vinha da janela do quarto. O rapaz correu para ver quem era e ao abri-la se deparou, novamente, com o diabo:
"Agora não tem jeito, eu vou entrar!", disse o inimigo. Mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu trancar a janela.
"Senhor", disse ele, "desculpe a interrupção,conforme lhe dizia..."
Outra vez, dos fundos da casa, se ouvia tamanho barulho como se alguém quisesse arrombar a porta, era novamente o diabo:
"Eu quero entrar!"
O rapaz, já exausto, lutou com ele e conseguiu mantê-lo do lado de fora. Ao voltar, contrariado, disse a Jesus:
"Eu não entendo. O Senhor está na minha casa e por que o diabo fica insistindo em entrar?"
"Sabe o que é meu filho", explicou Jesus, "é que na sua casa você só me deu a sala."
O rapaz humildemente entendeu a lição de Jesus e fez uma faxina na casa para entregá-la aos cuidados do Senhor.
Neste instante, o diabo bateu mais uma vez à porta.
O rapaz olhou para Jesus sem entender, e Jesus disse: "Deixa que eu vou atender."
Quando o diabo viu que era Jesus, que atendia a porta, disse:
"Desculpe, foi engano", e sumiu rapidinho...
Muitas vezes, é assim que acontece com o nosso coração.
Entregamos a Jesus só uma parte dele, apenas a sala, ficando as dúvidas a morar no quarto, o descaso na cozinha, o medo na varanda,então lutamos e não vencemos porque a casa está dividida.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Noites Escuras

Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente. Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre. Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações. O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças.
Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite. Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite. Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto.
Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente. Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente. Homens de pouca fé, eis o que somos. Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça. Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora.
Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade. Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida. Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo.
Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do cristo ainda não se fez certeza. Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça.
Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas. Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva. Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada. As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.
Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres. Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas. Tudo é fugaz e momentâneo. Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Cada Um Segundo Suas Obras

Há os que tatuam cruzes no braço Mas não conseguem tatuar no coração
Há os que colam o plástico de Jesus no carro mas plastificam seus corações.
Há os que lêem bíblias em voz alta mas a bondade do coração está muda.
Há os que oram de joelhos Mas o orgulho reina em pé em seus corações.
Há os que freqüentam templos Mas não freqüentam a prática do amor.
Há os que louvam os anjos e santos mas são surdos para os seus conselhos.
Há os que professam lindas doutrinas mas sequer as praticam no próprio lar.
Há os que pregam a humildade mas não se dobram diante do irmão de outra ideologia.
Há irmãos que doam valores materiais mas não doam a boa ação que transportam.
No entanto, Há irmãos que não doam nenhum bem mas doam a si próprios.
Há irmãos que vivem no silêncio Mas seus corações gritam amor.
Há irmãos que são discretos em sua humildade mas são gigantes fraternos.
Há irmãos sem cultura e ignorantes Mas praticam a sabedoria da caridade
Há irmãos que nem conhecem doutrinas religiosas mas já são sua própria religião no dia a dia
Há amores e paixões, abrangência e limitações, vontade e má fé, humildade e orgulho...
A cada um segundo suas obras. Não importa o que a boca fala, mas o que o coração pratica.
Se você amar, sofrer, ter paciência, compreender e saber fazer alguem feliz, você não precisa pedir a Deus, terá apenas que agradecer por tudo o que recebes... Mesmo que não acredite, tenha certeza que isso irá te fazer muito bem.
"Para o mundo você pode ser uma pessoa, mas para uma pessoa você pode ser o mundo"
Não julgue para não ser julgado. Entenda o que ocorre, assim serás abençoado.