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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Paradoxo Do Nosso Tempo

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos...
Temos auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos...
Gastamos mais, mas temos menos...
Compramos mais, mas desfrutamos menos...
Temos casas maiores e famílias menores...
Temos mais conhecimento e menos poder de julgamento...
Temos mais medicina e menos saúde...
Hoje bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma excessiva, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente...
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores...
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com freqüência...
Aprendemos a ganhar a vida, mas não vivemos essa vida...
Fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores...
Limpamos o ar, mas poluímos a alma...
Escrevemos mais, mas aprendemos menos...
Planejamos mais, mas realizamos menos...
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência...
Temos maiores rendimentos, mas menos padrão moral...
Temos avanços na quantidade, mas não na qualidade...
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta...
De homens altos e caráter baixo...
De lucros expressivos mas relacionamentos rasos...
Mais lazer, mas menos diversão...
Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição...
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável e pílulas que fazem tudo: alegrar, aquietar, matar...
Autor desconhecido.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Muro Preto E A Crise

"Dois homens numa enfermaria de hospital. Um deles, próximo à janela, tinha autorização para, todas as tardes, ficar olhando janela a fora. O outro, impossibilitado de mover-se, não saía da cama. O que olhava pela janela descrevia para o seu companheiro de quarto o que via lá fora
- um lago, muitas árvores, crianças brincando...
O companheiro imobilizado ficava imaginando as cenas descritas pelo seu amigo e sentia-se motivado a deixar a cama e ficar curado logo. Ao mesmo tempo, porém, sentia-se frustado por não poder ver todas aquelas coisas. Queria fazer qualquer coisa para poder ver o que havia lá fora. Passando um tempo o seu companheiro de quarto teve um enfarte e veio a falecer. Ele aproveitou a ausência do seu amigo e pediu para ficar próximo à janela, e num esforço incrível levantou-se para olhar lá fora e viu....apenas um muro preto!" ....
Pensando nessa história, vejo que muitas vezes, um empresário, diretor, chefe, supervisor ou mesmo um pai, uma mãe, um professor tem que fazer o mesmo com seu pessoal, com seus filhos, com seus alunos jovens. Embora enxergando a "crise" ou um "muro preto" à sua frente, não pode deixar de passar uma "visão" diferente, estimulando as pessoas a quererem "sair da cama" e olhar o "mercado" e tentar ver um mundo diferente. Não se trata de "mentir" ou "enganar" as pessoas, trata-se de tentar mostrar que "além do muro preto" de fato existem outras realidades, outras oportunidades que são igualmente verdadeiras e que o "muro preto" é que nos está impedindo de enxergar.
Nesta semana, pense nisso. Será que não ficamos olhando para a "crise" o tempo todo e descrevendo um "muro preto" aos nossos companheiros? Será que não salutar e oportuno apresentarmos uma "visão" do que poderá e pode, de fato, existir além do muro?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Jóia Perdida

Atravessando o deserto, um viajante viu um árabe montado ao pé de uma palmeira. A pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objetos.
Aproximou-se dele e disse:
-Pareceis muito preocupado.Posso ajudar-vos em alguma coisa?
- Ah! - respondeu o árabe com tristeza - estou muito aflito, porque acabo de perder a mais preciosa de todas as jóias.
- Que jóia era essa? -perguntou o viajante.
- Era uma jóia como jamais haverá outra - respondeu o seu interlocutor.
Estava talhada num pedaço de pedra da vida e tinha sido feita na oficina do tempo.
Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais agrupavam-se sessenta menores.
Já vereis que tenho razão em dizer que jóia igual jamais poderá reproduzir-se.
- Por minha fé - disse o viajante - a vossa jóia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual?
Voltando a ficar pensativo, o árabe respondeu:
- A jóia perdida era um dia, e um dia que se perde jamais se torna a encontrar.


Autor desconhecido