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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Poder Da Doçura

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. O viajante continuou a segui-lo.
Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta.
A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913:
"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.
Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."
Quando você estiver sendo apedrejado por calúnias, lembre-se que a resposta e mais dura é aquela que vem cheia de doçura... o mal só é vencido pelo bem, e a personalidade, o caráter de cada pessoa é esculpida por gestos de humildade...

Autor desconhecido

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Ferreiro

O ferreiro

"Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus.

Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação,

nada parecia dar certo na sua vida.

Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou:

"É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar.

Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".

O ferreiro não respondeu imediatamente.

Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.

Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.

Eis o que disse o ferreiro:

"Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas.

Você sabe como isto é feito?

Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.

Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.

Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.

Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita:

uma vez apenas não é suficiente".

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

"As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento.

O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras.

E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.

Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

" Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

"Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições.

Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço.

Mas a única coisa que peço é: "

Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.

Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser

- mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas...

Autor desconhecido

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Espelho

Era uma vez, um homem que só via e realçava o mal em tudo o que fazia.
Um dia ele morreu e “partiu dessa para uma melhor”.
Só que do lado de lá havia um companheiro que não largava do seu pé, e o acompanhava o tempo todo.
Era um verdadeiro “mala”: egoísta, pessimista, mal-humorado, critiqueiro, mal-agradecido,
e que só sentia-se bem quando estava mal.
O homem, não o suportando mais, foi a um anjo e implorou:
“Por favor, livra-me da companhia daquele sujeito, eu já não agüento mais…”
O anjo, entre admirado e compadecido, respondeu:
“Mas não há nenhum companheiro.
Aqui só existe um sistema de espelhismo, que faz com que cada um veja
e conviva com o que formou de si mesmo.Depende somente de você libertar-se dele.”
Autor desconhecido