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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Vida E O Tempo

No trem da vida a beleza é passageira
E o tempo são os trilhos a percorrer.

O que está presente
Daqui a pouco,
Há uma hora
Ou mesmo um instante
Deixará de ser presente
Para ser no passado
Contente lembrança.

Cada dia que nasce é o futuro
Que hoje se torna presente
E amanhã será passado.
Não deixe um dia passar como um a mais,
Viva-o intensamente na possibilidade de fazer a diferença.

Sempre vamos, mas nunca voltamos.
Pois o tempo passa, não volta, não para.
O tempo nos leva de onde chegamos
Até aonde vamos,
Nos trás de onde partimos.

Todo o tempo às pessoas vem e vão,
Passam por nossas vidas.
Há pessoas que vem para ficar
E outras vão para nunca mais voltar.

Deixam saudades
E vivem lembradas em nossos pensamentos
E quem fica, é vivo lembrado no olhar de quem vai.
Mas continuam sempre presentes
Por suas lembranças;
Seu jeito de sorrir, de olhar,
De falar, suas manias,
Um pouco de si em nós.
Pessoas que se tornam marcantes
Por serem amadas.

Pessoas que são tocadas
Pelo vento para morar em outros corações,
Para encontrar refúgio em outro lugar
E até um dia encontrar
Porto seguro nos braços do seu lugar.

Autor(a) Camila Pereira Reis

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Águia E Os Filhotes

A Águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.
Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: "Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?", ela pensou.
Esta questão secular ainda não estava respondida para ela....
Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados dessa rocha.
Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. "E se justamente agora isto não funcionar?", ela pensou.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar.
Restava ainda uma tarefa final.... O empurrão.
A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior.
Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia.
O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... E eles voaram!...
Já faz muito tempo que a mediocridade tenta fazer-nos obedecê-la! já faz muito tempo que damos atenção aos que nos perguntam: "Por que ser diferente?", ou que racionalizam: "Vamos fazer apenas o mínimo exigido".
Já faz muito tempo que concordamos em dar menos do que o melhor de nós, e ficamos convencidos de que a qualidade, a integridade e a autenticidade são virtudes negociáveis.
Assim, cara águia companheira, levante vôo! quando houver terminado este vôo, terá firmado um compromisso inédito com uma vida de excelência em tudo.
Estará tão encorajado que duvido que possa sentir-se satisfeito em viver nas adjacências da mediocridade outra vez.
E por que deveríamos satisfazer-se lá embaixo? Erga os olhos e mire tão alto que possa começar a fazer aquilo para que foi criado: Um vôo sublime.
Há milênios a águia tem sido respeitada pela sua grandeza.
Existe algo inspirador na graça impressionante de seu vôo, em sua magnífica envergadura, em suas garras poderosas.
Ela plaina sem qualquer esforço em altitudes, insensíveis aos ventos turbulentos que sopram como chicotadas por entre as fendas das montanhas.
As águias não voam em bandos e tampouco se conduzem irresponsavelmente.
Por serem fortes de coração e solitárias, representam qualidades que admiramos.
Certamente você está ciente do fato de o estilo de vida semelhante ao da águia não ser barato. Custa caro ser diferente, especialmente quando a maioria está satisfeita em misturar-se e permanecer como maioria.
Não há ímãs na terra mais poderosos, do que a pressão exercida pelos medíocres.
Embora todos nós tenhamos apenas uns poucos anos para viver neste pequeno planeta, são raras as pessoas que tomam a decisão de desprezar a "Média" e lutar contra a atração forte dos ímãs medíocres.
Enfrente o fato, a tarefa é dura! é como diz o velho provérbio "É duro alçar vôo altaneiro, sublime, quando estamos rodeados de tantas pessoas com medo de alçar vôo!"...

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dois Pesos E Duas Medidas

Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito; virtude de dar a cada um o que é seu. Jesus, no entanto, se referiu à justiça, recomendando que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.
Todavia, nós, que tantas vezes temos cobrado da divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.
No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.
O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.
Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distintos dos que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.
Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata. Mas, se está envolta em andrajos, bem diferente é a nossa atenção.
Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?
Se fossemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.
Mas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo, afinal o mundo é dos espertos, pensamos. E nos dizemos pessoas justas!
Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pode alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!
Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz e clamamos por justiça.
Mas quantos de nós compramos atestados falsos, para ludibriar o patrão e receber o salário integral?
Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.
Assim, podemos nos perguntar: será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?
Autor: desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina