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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Seu Tempo

Um menino, com voz tímida e olhar de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho: 
- Papai! Quanto o Senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde: 
- Escute aqui, meu filho! Isto nem tua mãe sabe. Não amole! Estou cansado.
Mas, o filho insiste: 
- Mas, papai, por favor ... diga quanto o Senhor ganha por hora ...
A reação do pai foi menos severa, e respondeu: 
- R$3,00 por hora.
- Entao, papai, o Senhor pode me emprestar R$1,00? O pai, cheio de ira, e tratando o filho com brutalidade, respondeu: 
- Então, esta era a razão de querer saber quanto eu
ganho? Vá dormir e não me amole mais. Estou cansado!
Já era noite quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado.
Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo.
Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou: 
- Filho ... está dormindo? 
- Não, papai. Respondeu o sonolento garoto. 
- Olha, aqui está o dinheiro que me pediu.
- Muito obrigado, papai! ... disse o filho, levantando-se e retirando R$2,00 de uma caixinha que estava sob a cama: Agora já completei! Tenho R$3,00! Poderia me dar agora
uma hora de seu tempo?
Se você não tem um filho, pense em alguém que você ama..

Autor desconheço
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim...
Jogar alguns pensamentos indesejáveis fora 
Lavar alguns tesouros que andavam meio que enferrujados... 
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. 
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... 
Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei... 
Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li... 
Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas
E as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas. 
Fiquei sem paciência! 
Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: 
Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... 
Mas, lá também havia outras coisas... e belas! 
Um passarinho cantando na minha janela
Aquela lua cor de prata, o pôr-do-sol... 
Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças... 
Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas. 
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. 
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante! 
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão. 
Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: 
O amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... 
Como foi bom relembrar tudo aquilo! 
Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as a mostra, para não perdê-las de vista. 
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar e de recomeçar!

Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Captura Dos Macacos

A historia é muito antiga, mas não menos curiosa.
Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
1) Pegam uma cumbuca de boca estreita;
2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam.
3) Após isso um macaco curioso desce;
4) Enfia a mão. Apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana sua mão sai e ele pode ir embora livremente; caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranquilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais...
O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão... Parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes, fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou alguém que não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Os casais com relacionamentos completamente deteriorados, que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto a panela.

Colaboração: Carlos E. Della Justina