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terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Ferreiro

O ferreiro

"Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus.

Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação,

nada parecia dar certo na sua vida.

Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou:

"É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar.

Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".

O ferreiro não respondeu imediatamente.

Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.

Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.

Eis o que disse o ferreiro:

"Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas.

Você sabe como isto é feito?

Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.

Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.

Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.

Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita:

uma vez apenas não é suficiente".

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

"As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento.

O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras.

E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.

Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

" Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

"Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições.

Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço.

Mas a única coisa que peço é: "

Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.

Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser

- mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas...

Autor desconhecido

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Espelho

Era uma vez, um homem que só via e realçava o mal em tudo o que fazia.
Um dia ele morreu e “partiu dessa para uma melhor”.
Só que do lado de lá havia um companheiro que não largava do seu pé, e o acompanhava o tempo todo.
Era um verdadeiro “mala”: egoísta, pessimista, mal-humorado, critiqueiro, mal-agradecido,
e que só sentia-se bem quando estava mal.
O homem, não o suportando mais, foi a um anjo e implorou:
“Por favor, livra-me da companhia daquele sujeito, eu já não agüento mais…”
O anjo, entre admirado e compadecido, respondeu:
“Mas não há nenhum companheiro.
Aqui só existe um sistema de espelhismo, que faz com que cada um veja
e conviva com o que formou de si mesmo.Depende somente de você libertar-se dele.”
Autor desconhecido

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Você Sabe Amar ?!!

Eu estou aprendendo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas mesmo quando elas desapontam, quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas.
Não é difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam, mas como elas são!
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.
Estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a escutar, escutar com olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais;
Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada.
Descobrir a dor de cada coração.
Estou aprendendo a perdoar pois o amor perdoa, lança fora as mágoas, e apaga cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravam no coração ferido.
O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos.
Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.
O amor perdoa, esquece.
Extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, amar.
Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas, valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos.
Estou aprendendo a ver nas pessoas a sua alma, e as possibilidades que Deus lhes deu.
Estou aprendendo, mas como é longa a aprendizagem!
Como, é difícil amar, amar como Cristo amou!
Todavia tropeçando...
Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores.
Meus interesses, minha ambição, meu orgulho quando estes impedem o bem estar e a felicidade de alguém.
Como é duro amar!!!"

Autor desconhecido