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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Valorize

Certa vez, o dono de um pequeno sítio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Meses depois, o poeta encontra o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!...
Valorize as pequenas coisas.
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros.
Um sorriso, um abraço, um elogio, uma palavra de incentivo e tantas outras atitudes pequenas que parecem insignificantes e podem ser praticadas em nosso dia a dia, carregam em si um enorme potencial de transformação.
Pense nisso como uma semente, que apesar de tão pequena gera uma árvore gigantesca, são pequenas chaves que abrem grandes portas.
Essas atitudes irão abrir as portas de um mundo novo de alegria e relacionamentos sadios para você.
Valorize o que você tem, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso dos filhos.
Esses são os verdadeiros tesouros.

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vida Moderna

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observava um pequeno barco de pesca que atracava nesse momento trazendo um único pescador. No barco vários grandes atuns.
O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e perguntou-lhe quanto tempo levara para pescá-los.
- Pouco tempo – respondeu o mexicano.
Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.
O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família.
O americano voltou à carga:
- Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?
O mexicano respondeu:
- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, tiro a siesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho, toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada.
O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:
- Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia imediatamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição.
Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão.
- Mas, quanto tempo isso levaria? – pergunta o pescador.
- Quinze ou vinte anos – respondeu o americano.
- E depois?
O americano riu e disse que essa seria a melhor parte:
- Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões.
- Milhões? E depois?
- Depois – explicou o americano – você se aposentaria. Mudava para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com amigos....

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Culpado

Uma empresa estava em situação muito difícil.
As vendas iam mal, os empregados estavam desmotivados,os balanços há meses não saíam do vermelho.
Era preciso fazer algo para reverter esta situação.
Ninguém queria assumir nada.
Pelo contrário: o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectiva de progresso na empresa.
Eles achavam que alguém deveria tomar a iniciativa para reverter aquele processo.
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um enorme cartaz, onde estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento na empresa.
Você está convidado para o velório, que acontecerá no pátio da empresa."
Inicialmente, todos se entristeceram pela morte de alguém, mesmo sem saber quem era, mas depois ficaram curiosos para conhecer aquele que estava bloqueando o crescimento de todos.
A agitação no pátio da empresa foi tão grande que foi preciso chamar a segurança para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação ia aumentando. "Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
Ainda bem que esse infeliz morreu!"
Um a um, os funcionários aproximavam-se do caixão, agitados.
Ao olhar o defunto, engoliam em seco, ficando no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
O que havia no caixão?
Apenas um espelho...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu próprio crescimento:
você mesmo.

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina