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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Neste Natal

Para Não Ser Triste,
Quero ver você não chorar,
Não olhar para trás,
Nem se arrepender do que faz.
Quero ver o amor vencer
E se a dor nascer,
Você resistir e sorrir.
Se você pode ser assim,
Tão enorme assim eu vou crer
Que o Natal existe
E ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor.
Bom Natal, um feliz Natal,
E muito amor e paz a todos,
Neste novo ano.

Voltaremos com novas mensagens a partir de fevereiro de 2011.
BOAS FESTAS

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

De Novo É Natal

De novo é Natal
I
Arvore na lata
Enfeitada com balas de papel colorido.
Capinzinho espalhado pelo chão.
Terreiro limpo, portão semi-aberto
Menino Jesus vai chegar.
Ele vem de burrinho.
Fica limpinho.
Dorme Cedo.
Acorda. Decepção!
Bolachas enfeitadas, caramelos,
Boneca de porcelana, não era pra mim não!
II
Vestido novo de tecidinho estampado.
Arvore enfeitada, sei lá de que...
Prepara o caminho...
Menino Jesus vai chegar.
Ele vem mesmo?
E o burrinho?
Na dúvida,
Capinzinho espalhado pelo chão...
Agora, desde o portão.
Boneca de plástico, não era prá mim não!
III
Natal novamente,
Prepara a casa,
Faz novena,
Arvore na lata,
Graminha no prato,
Lago de espelho,
Bonequinhos artesanais.
Presépio singelo.
Prepara o caminho.
Não me iludo mais, já entendi!
Meus irmãozinhos, ainda na ilusão.
Sombrinhas coloridas,
Não era pra mim não!
IV
Agora mocinha.
Só na observação.
Vitrines bonitas.
Músicas alegres.
O rádio anuncia
É natal!
Missa do galo,
Bolacha enfeitada.
Não passava disso não!
V
De novo é Natal.
Tempo de renovação.
A alegria se anuncia.
Esperança, emoção.
É Cristo que vem.
Presente para todos?
Talvez, não!
O que vale mesmo,
Paz, Harmonia, Ternura.
Lealdade, Bondade
Cumplicidade.
Respeito à diversidade
Sentimento de gratidão.
Perdão.
A intensidade de cada gesto.
Trocas de afeto e carinho.
E o que está dentro do coração.
Feliz natal!!!

Edina Furlan Rampineli 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um Conto De Natal

Há muitos anos, Neimar de Barros visitou minha terra natal, Sant'Ana do Livramento. Fez uma palestra na igreja Nossa Senhora do Rosário, a qual minha família freqüentava.
Na fria noite, um sábado de agosto, os bancos todos estavam lotados e ainda havia gente em pé no fundo do amplo templo.
Todos queriam ouvir o homem que escrevera o livro Deus Negro.
E lá estávamos nós: meu pai, minha mãe e eu.
Ao entrar, sob acalorados aplausos, Neimar pediu silêncio e antes de iniciar o que iria falar naquela noite, disse:
- "Senhores, ao chegar aqui, encontrei um casal muito humilde.
Eles são do interior, não têm parentes na cidade e vieram em busca de um emprego que foi prometido ao marido.
Ela está grávida e eles não têm dinheiro para pagar um hotel.
Precisam ficar na casa de alguém, até segunda-feira.
Qualquer espaço serve. Quem de vocês poderia recebê-los?"
Fez-se um silêncio profundo...
Lembro do olhar trocado entre meus pais.
Ele ergueu a mão e disse que poderiam ficar na nossa casa.
Neimar olhava ao redor como se não tivesse visto o gesto e ainda esperasse pela manifestação de outra família.
Ninguém mais levantou a mão.
Então o palestrante virou-se para onde estávamos sentados e disse:
- "Após a conversa que terei hoje aqui, por favor, venham falar comigo."
Neimar discorreu sobre solidariedade, fé, amor ao próximo e muitos outros assuntos que aqueciam nosso coração e nos faziam pensar em como podíamos ser melhores.
Sensibilizou com suas palavras até os corações mais duros.
Antes do final da palestra, chamou-nos até onde estava, abraçou-nos longamente e colocou-se entre nós.
Por fim, falou a todos os presentes:
- "O casal que lhes falei são Maria e José.
Apenas esta família, entre tantas aqui presentes, acolheria o menino Jesus."
Nunca esqueci desse fato.
Hoje me pergunto se eu seria capaz do gesto de meus pais...

Autor desconhecido