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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Preocupação


Todas as vezes que você se preocupa a respeito de alguma coisa, você dá vida, energia e influência sobre o seu mundo.
Quanto mais você se preocupa com aquilo que você não quer, mais o indesejado se aproxima de você.
Apenas imagine o que aconteceria se cada pensamento de preocupação fosse substituído com uma positiva e criativa ação.
Em vez de dar poder aos seus piores temores, você estaria dando vida às suas melhores possibilidades. Obviamente que existem muitas razões pelas quais você poderia justificar as suas preocupações.
Porém, não há nada a ganhar por gastar tempo e preciosa energia com preocupações.
Você pode decidir redirecionar a negativa intensidade de energias negativas para positivas e produtivas ações. Em vez de se preocupar com aquilo que você não quer, invista tempo e energia em criar aquilo que você deseja.
Apesar de haver muitas coisas pelas quais você venha se preocupar, o fato é que existem também muitas coisas que você pode também realizar.
Onde você vai colocar a energia dos seus pensamentos e suas ações é uma decisão que só cabe a você tomar.

Postado por Francisco Fagner
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 29 de maio de 2012

Grãos de Areia


Somos todos tão iguais e nos vemos tão diferentes!
E quando nossos sentimentos se cruzam com o que lemos ficamos surpresos…
Não somos os únicos a sentir dor; não somos os únicos a sentir medo, insegurança… não somos os únicos a temer o desconhecido, a sentir decepção, a chorar de tristeza, a ficar na dúvida, a não saber que decisão tomar e recear ter feito a escolha errada…
Sofremos mais porque nos vemos sós.
Porque temos dificuldade em imaginar que outras pessoas passem por caminhos parecidos com os nossos.
Porque nos fechamos no nosso quarto e em nós… nos sentimos tão miúdos que dificilmente imaginamos que fora da nossa janela outros seres sentem-se pequenininhos também, cada qual sozinho na sua dor e solidão.
A auto-piedade que nos devasta, assola milhares de eus espalhados por aí.
Vistos do alto, somos apenas pequenos pontos, grãos de areia no mar da vida, tremendamente parecidos.
E a chuva, quando rega a terra, não escolhe cabeça; o sol ilumina tudo por igual e a lua pode encantar qualquer um.
Somos todos sim iguais na alma, na pequenez e na grandeza;
Eu choro também, me comovo, morro um pouquinho a cada dia e renasço na minha fé. Desanimo de vez em quando e ergo a cabeça logo depois; espero impaciente o nascer do dia e faço planos pro dia seguinte.
Me faço mil perguntas para as quais não encontro respostas.
Somos assim, tão iguais eu e você e tantos outros!…
A prova disso é que você se identifica com o que digo.
Se a emoção que aperta meu peito, aperta o peito de quem me lê, é porque somos feitos do mesmo barro.
E se posso ver e crer na vitória e ultrapassar meus limites é porque todo mundo, cada um pode.
Podemos conjugar todos os verbos em todos os tempos!
É verdade que o sol não nasce e não se põe pra nós no mesmo momento, mas isso não muda em nada a verdade de que somos assim maravilhosos e importantes grãozinhos de areia aos olhos de Deus.

Postado por Francisco Fagner
Colaboração: Carlos E. Della Justina

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A PRINCÍPIO ou A FELICIDADE REALISTA


De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis.
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda  mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares?
Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.

MARTHA MEDEIROS
Colaboração: Carlos E. Della Justina