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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Coisas Esquecidas


Coisa boa é o tempo de namoro.
Tempo quando sentimos que somos importantes. O outro preocupa-se, telefona, faz carinho, diz coisas ridiculamente lindas ao nosso ouvido, faz surpresas, dá a mão e beijos intermináveis.
Mas a longa convivência vai apagando aos poucos o essencial de um relacionamento.
Acostuma-se tanto ao outro que certas coisas perdem o sentido.
Esquece-se do beijo na saída e na chegada. E... de antes de dormir.
Esquece-se do abraço bem apertado que diz tanto sem dizer nada.
Esquece-se de datas importantes e comuns aos dois.
Esquece-se de andar lado a lado.
Esquece-se do te amo, do estou feliz porque tenho você.
Esquece-se do poder de uma flor.
Esquece-se... do namoro!
Fala-se do passado como no bom tempo. Mas... passado!
E as pessoas surpreendem-se por viverem tão afastadas vivendo juntas.
Um se deita mais cedo, o outro mais tarde; um se levanta, o outro fica.
Fazem amor por obrigação.
Culpa de quem? Dos dois.
Quando há um problema entre um casal a culpa é fatalmente dos dois lados. Uma coisa conduz a outra.
E muitos casais seguem assim. Juntos, apesar de tudo, cada um do seu lado sofre interiormente de solidão. Cada um sonha, secretamente, com emoções esquecidas, com grandes paixões.
E ninguém pensa em reacender a brasa. Ninguém pensa em reconquistar o que se tem,
justamente porque se tem. Mas há tanto que pode ser feito!
Lembre-se das coisas esquecidas!
Lembre-se do início.
O que foi mesmo que te conquistou no outro? Inversamente, pense no que foi em você que conquistou o outro coração.
Reaviva a chama!
Nunca permita que o essencial morra por causa de trabalho, estresse, filhos e atividades extras.
É essencial estar juntos. Mas, mais que isso, amar juntos de amor inteiro.
É preciso cuidar do amor como se cuida de algo frágil.
A pessoa amada não faz parte dos móveis da casa.
Cuide dela e cuide-se. Antes que a vida a dois caia no esquecimento.
Não se esqueça de lembrar-se das coisas esquecidas! Amor não é só para os jovens não.
Paixão faz bem em qualquer idade. Carinho nunca é demais. Atenção cativa. Reaprenda a amar aquela pessoa que um dia fez bater seu coração mais forte.
Muitas coisas podem ficar esquecidas. Mas o amor, ele mesmo, nunca se esquece!

Letícia Thompson
Colaboração: Carlos E. Della Justina

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Olhe para Cima


Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e inteiramente
aberto em cima ele se tornará um prisioneiro, apesar de sua habilidade para
o vôo.
A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida
em terra.
Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um
prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.
O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar
nivelado.
Se for colocado em um piso complemente plano tudo que ele
conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma
ligeira elevação de onde possa se lançar.
Um zangão, se cair em um pote aberto ficará lá até morrer ou ser removido.
Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados,
próximo ao fundo.
Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até
que se destrua completamente de tanto atirar-se contra as paredes do vidro...

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão : atiram-se
obstinadamente contra os obstáculos , sem perceber que a saída está logo acima.
Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas
por todos os lados, olhe para cima !

E lá estará DEUS: à distância apenas de uma oração!!!

Autor desconhecido
Colaboração: Carlos E. Della Justina

terça-feira, 26 de junho de 2012

Caminhão de Esperança


Vez por outra acreditamos que não temos mais caminhos a percorrer sozinhos e estacionamos nosso caminhão de esperanças na beira da estrada.
Nunca se amadurece o suficiente a ponto de estarmos preparados para retomar o trajeto desacompanhados. Mas somos nós mesmos os únicos responsáveis por nossas esperanças.
Quando corremos até a estação e iludidos observamos os passageiros que descem do trem, criamos expectativas a respeito de cada um deles e muitos nos ajudam a aumentá-las, contribuindo para que nossos sonhos tomem proporções desastrosas.
Passado pouco tempo eles embarcam no mesmo trem que chegaram, nos deixam um simples até logo, querendo nos fazer crer que ainda voltarão, mas sabemos que isso não é verdade, porque cada trem que parte daquela estação, não retorna.
No entanto outros chegarão, carregados de pessoas e boas intenções, mas como os anteriores, também farão uma parada rápida... e então? será que teremos aprendido a lição?
Melhor talvez voltarmos para aquela estrada, tomarmos novamente o comando daquele caminhão que deixamos abandonado e carregarmos todas aquelas esperanças para algum lugar mais seguro, algum lugar onde ninguém possa lançar mão delas como se fosse uma diversão.
Nossas esperanças são a parte mais valiosa das nossas vidas. É através delas que respiramos no dia a dia, que conservamos nosso lado inocente, que conseguimos atravessar o hoje e chegarmos ao amanhã.
Podar as esperanças de alguém deveria constar do código penal como crime hediondo, inafiançavel e sujeito a pena máxima.
... mas segue a estrada, enfrenta os buracos, as lombadas, as curvas perigosas, a chuva, a noite fria, porque em algum lugar... ela há de chegar.

Silvana Duboc
Colaboração: Carlos E. Della Justina